"Hoje em dia, vivemos em uma sociedade em que a tecnologia está cada vez mais presente. Com a chegada do hipertexto, como podemos usufruir da melhor maneira possível de suas ferramentas, afim de aumentar o conhecimento/informação sobre o assunto abordado?" (Pergunta elaborada por Barbara De Nigri)
Acredito que o hipertexto nos possibilita pontos positivos e negativos. O ponto positivo que acho relevante é a facilidade de se aprofundar sobre um determinado assunto que esteja relacionado ao texto, sem que haja a necessidade de sair do mesmo. No entanto acho que o excesso de informações pode deixar o leitor desorientado, e sem foco, caso este não tenha disciplina para manter a objetividade de sua busca.
Mundo das letras
Oficina de leitura e escrita do curso de pedagogia do ISE Vera Cruz, São Paulo - Brasil
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Seminário 4 – O ato de escrever: Uma teoria do processo cognitivo de escrita
Após o conhecimento e a reflexão sobre o processo cognitivo da escrita, quais são os benefícios deste estudo na prática da escrita? (Pergunta elaborada por Renata Padilha)
Acredito que os estudos sobre o processo cognitivo da escrita, facilitou o trabalho dos professores com seus alunos, principalmente os que estão iniciando a escrita. Ao conhecer melhor como se dá esse processo, é possivel identificar em quais etapas precisa-se de mais esforços, tanto do aluno quanto do professor, que é o condutor da aprendizagem.
Acredito que os estudos sobre o processo cognitivo da escrita, facilitou o trabalho dos professores com seus alunos, principalmente os que estão iniciando a escrita. Ao conhecer melhor como se dá esse processo, é possivel identificar em quais etapas precisa-se de mais esforços, tanto do aluno quanto do professor, que é o condutor da aprendizagem.
Seminário 3 – O ato de ler: Ler e compreender os sentidos do texto
Ao conceber a atividade da leitura como sendo um diálogo que se estabelece entre o leitor e o autor através do texto, nos deparamos com uma pluralidade da leitura. Em sua opinião, quais os pontos positivos e negativos desse fato para o ensino da leitura? (Pergunta elaborada por Flávia Marcomini)
Acredito que a pluralidade da leitura, tenha somente pontos positivos, pois ela permite que a leitura de um mesmo texto tenha diversas impressões, e isso é importante para a construção da aprendizagem na criança, pois ela terá futuramente o seu universo de conhecimento ampliado.
Acredito que a pluralidade da leitura, tenha somente pontos positivos, pois ela permite que a leitura de um mesmo texto tenha diversas impressões, e isso é importante para a construção da aprendizagem na criança, pois ela terá futuramente o seu universo de conhecimento ampliado.
Seminário 2 – História da leitura no ocidente: da leitura em voz alta à leitura silenciosa
O texto “A história da leitura”, apresenta a passagem da leitura oral para a silenciosa, colocando a leitura silenciosa em evidencia como um ganho histórico. Com base no texto e levando em consideração suas experiências pessoais, reflita sobre a diferente sensação, interpretação e atenção que se dá a um texto lido silenciosamente por você, e um lido em voz alta para você.
(pergunta elaborada por Samanta Costa)
Para iniciar uma leitura silenciosa de um texto, geralmente procuro um local mais silencioso e no qual eu não possa ser interrompida. Preciso de muita concentração, e depende do conteúdo do texto, necessito fazer uma pausa, e refazer a leitura em voz alta para verificar o que realmente foi absorvido. Quando leio um livro de minha escolha, a leitura costuma ser mais fluente, e geralmente se há uma identificação com o texto, consigo retê-lo mais facilmente, desta forma a leitura também se torna mais agradável e mais intima. Quando o texto tem como finalidade uma proposta acadêmica, costumo grifar com marca texto os trechos que considero relevantes para o meu entendimento, costumo também fazer muitas pausas para pensar sobre o conteúdo e dependendo do assunto procuro outras fontes para me aprofundar. Já, quando leio em voz alta, não consigo manter atenção no que estou falando parece que o texto está muito longe de mim. Por fim, ao ler um texto em voz alta, encontro uma certa dificuldade em me apropriar do conteúdo, diferentemente no processo de leitura silenciosa.
(pergunta elaborada por Samanta Costa)
Para iniciar uma leitura silenciosa de um texto, geralmente procuro um local mais silencioso e no qual eu não possa ser interrompida. Preciso de muita concentração, e depende do conteúdo do texto, necessito fazer uma pausa, e refazer a leitura em voz alta para verificar o que realmente foi absorvido. Quando leio um livro de minha escolha, a leitura costuma ser mais fluente, e geralmente se há uma identificação com o texto, consigo retê-lo mais facilmente, desta forma a leitura também se torna mais agradável e mais intima. Quando o texto tem como finalidade uma proposta acadêmica, costumo grifar com marca texto os trechos que considero relevantes para o meu entendimento, costumo também fazer muitas pausas para pensar sobre o conteúdo e dependendo do assunto procuro outras fontes para me aprofundar. Já, quando leio em voz alta, não consigo manter atenção no que estou falando parece que o texto está muito longe de mim. Por fim, ao ler um texto em voz alta, encontro uma certa dificuldade em me apropriar do conteúdo, diferentemente no processo de leitura silenciosa.
Seminário 1 - A invenção da escrita
“A escrita cuneiforme possibilitou maiores nuances de sentidos e matizes de significados, possibilitando assim o registro de uma literatura muito mais rica e complexa. A sofisticação na escrita aumentou muito, mas será que a escrita pode ser considerada tão rica ou eficiente quanto a nossa linguagem oral?" (Pergunta elaborada por - Renata Catib)
Tanto a leitura escrita como a linguagem oral, nos possibilitou muitos ganhos. Ambas se desenvolveram ao longo da história da humanidade, e hoje são indispensáveis para nos comunicarmos. No entanto acredito que a linguagem oral, por ser uma expressão de comunicação que nos é ensinado desde tenra idade, atinge um maior número de pessoas, e assume diversas maneira para expressar às vezes um mesmo conteúdo. Existindo também uma facilidade em se adaptar a linguagem dependendo do ouvinte que se pretende atingir. A escrita também assume diferentes formas de expressão, no entanto requer uma dedicação maior quanto a forma de transferi-la para o papel, pois existem regras gramaticais mais exigentes dependendo do público que se quer atingir. Outro aspecto interessante da linguagem oral é o impacto que ela causa nas pessoas, por vir acompanhada de emoções, que muitas vezes não podem ser disfarçadas. Já com a escrita, elas podem ser camufladas e interpretadas como o escritor bem entender, requerendo certo domínio desta para reproduzir com fidelidade os sentimentos envolvidos.
Tanto a leitura escrita como a linguagem oral, nos possibilitou muitos ganhos. Ambas se desenvolveram ao longo da história da humanidade, e hoje são indispensáveis para nos comunicarmos. No entanto acredito que a linguagem oral, por ser uma expressão de comunicação que nos é ensinado desde tenra idade, atinge um maior número de pessoas, e assume diversas maneira para expressar às vezes um mesmo conteúdo. Existindo também uma facilidade em se adaptar a linguagem dependendo do ouvinte que se pretende atingir. A escrita também assume diferentes formas de expressão, no entanto requer uma dedicação maior quanto a forma de transferi-la para o papel, pois existem regras gramaticais mais exigentes dependendo do público que se quer atingir. Outro aspecto interessante da linguagem oral é o impacto que ela causa nas pessoas, por vir acompanhada de emoções, que muitas vezes não podem ser disfarçadas. Já com a escrita, elas podem ser camufladas e interpretadas como o escritor bem entender, requerendo certo domínio desta para reproduzir com fidelidade os sentimentos envolvidos.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
"A pergunta"
A passagem da leitura oral para a leitura silenciosa, nos trouxe diversas mudanças positivas. No entanto, a oratória que tanto era valorizada, quase foi extinta, ficando hoje restrita a poucos eventos como discursos políticos, saraus, ou aulas e conferências. O que ganhamos e o que perdemos nessa trajetória?
Leitores silenciosos
No capítulo “A leitura silenciosa” do livro Uma história da Leitura, Manguel descreve a passagem da leitura oral para a leitura silenciosa, e as influências que estas formas de leitura tiveram na transformação dos códigos da escrita. Através de uma abordagem histórica, o autor relata alguns valores morais e religiosos, e costumes que acompanharam essas transformação que ocorreram entre os séc. IV ao XII.
A leitura silenciosa tal como hoje, tornou-se usual no Ocidente apenas no século X. Antes, as palavras escritas, destinavam-se a ser pronunciadas em voz alta, uma vez que os signos traziam implícito, como se fosse sua alma, um som particular. Nesse período, a presença da leitura oral era comum até mesmo nas bibliotecas, fato que não incomodava os leitores que já estavam acostumados com esse tipo de leitura. O texto escrito era uma conversação, posta no papel para que o parceiro mesmo ausente pudesse pronunciar as palavras destinadas a ele. Os livros eram principalmente lidos em voz alta, sendo assim as letras que os compunham não precisavam ser separadas em unidades fonéticas; bastava amarrá-las juntas em frases contínuas.
A direção em que os olhos deveriam seguir esses carretéis de letras variava de lugar para lugar e de época para época; o modo como atualmente lemos um texto no mundo ocidental - da esquerda para a direita e de cima para baixo- não é de forma alguma universal. Alguns escritos eram lidos da direita para a esquerda.
Para facilitar a leitura aos novos leitores, o texto começou a ganhar novos formatos e pontuações, primeiro com o surgimento do códice, (papiro encadernado e manuscrito em escrita contínua) adotado pelos cristãos primitivos, depois a separação das palavras, dividindo o texto em linhas de significado.
As primeiras ordenações a requererem o silêncio se iniciou com os escribas no scriptorium monástico datam do século IX , até então, os textos que copiavam eram-lhe ditados ou liam-nos eles próprios em voz alta. Alguns dogmáticos suspeitavam da nova tendência, na sua opinião, a leitura em silêncio propiciava o sonhar acordado, o pecado do ócio, "a destruição que devasta ao meio-dia".
Para os dogmáticos a leitura em silêncio acarretava também um outro perigo: um livro que pode ser lido em privado já não é susceptível de clarificação imediata ou de leitura guiada, condenação ou censura por um ouvinte. Leitores independentes como esses eram obviamente perigosos.
como viria a provar o movimento protestante que, no século XVI, defendeu que toda a gente tinha o direito de ler a palavra de Deus diretamente, sem testemunhas nem intermediários.
Livro: Uma História da Leitura
Autor:Alberto Manguel
Ed. Compahia da Letras, 2009
capítulo “Os Leitores Silenciosos”
A leitura silenciosa tal como hoje, tornou-se usual no Ocidente apenas no século X. Antes, as palavras escritas, destinavam-se a ser pronunciadas em voz alta, uma vez que os signos traziam implícito, como se fosse sua alma, um som particular. Nesse período, a presença da leitura oral era comum até mesmo nas bibliotecas, fato que não incomodava os leitores que já estavam acostumados com esse tipo de leitura. O texto escrito era uma conversação, posta no papel para que o parceiro mesmo ausente pudesse pronunciar as palavras destinadas a ele. Os livros eram principalmente lidos em voz alta, sendo assim as letras que os compunham não precisavam ser separadas em unidades fonéticas; bastava amarrá-las juntas em frases contínuas.
A direção em que os olhos deveriam seguir esses carretéis de letras variava de lugar para lugar e de época para época; o modo como atualmente lemos um texto no mundo ocidental - da esquerda para a direita e de cima para baixo- não é de forma alguma universal. Alguns escritos eram lidos da direita para a esquerda.
Para facilitar a leitura aos novos leitores, o texto começou a ganhar novos formatos e pontuações, primeiro com o surgimento do códice, (papiro encadernado e manuscrito em escrita contínua) adotado pelos cristãos primitivos, depois a separação das palavras, dividindo o texto em linhas de significado.
As primeiras ordenações a requererem o silêncio se iniciou com os escribas no scriptorium monástico datam do século IX , até então, os textos que copiavam eram-lhe ditados ou liam-nos eles próprios em voz alta. Alguns dogmáticos suspeitavam da nova tendência, na sua opinião, a leitura em silêncio propiciava o sonhar acordado, o pecado do ócio, "a destruição que devasta ao meio-dia".
Para os dogmáticos a leitura em silêncio acarretava também um outro perigo: um livro que pode ser lido em privado já não é susceptível de clarificação imediata ou de leitura guiada, condenação ou censura por um ouvinte. Leitores independentes como esses eram obviamente perigosos.
como viria a provar o movimento protestante que, no século XVI, defendeu que toda a gente tinha o direito de ler a palavra de Deus diretamente, sem testemunhas nem intermediários.
Livro: Uma História da Leitura
Autor:Alberto Manguel
Ed. Compahia da Letras, 2009
capítulo “Os Leitores Silenciosos”
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Os livros na Idade Média - 2º parte
No texto de Pierre Verger "Os livros na Idade Média", o autor discorre sobre as dificuldades de acesso aos livros nesse período. Elenca como principais obstáculos os fatores de ordem financeira e social. Este acesso estava restrito somente aos homens do saber, ao clérigo, aos monarcas, aos estudantes, e as bibliotecas públicas que eram poucas. Fatores como o alto custo de reprodução, vinculados ao custo do material, podem ser destacados, pois o pergaminho era muito caro, além da mão de obra, que ainda era artesanal.
Essas dificuldades geraram uma busca por um novo tipo de reprodução, a impressa, que a princípio teve uma difusão difícil,tendo como principais entraves a resistência ao novo, a baixa durabilidade, poucos títulos. No entanto, mesmo com tantas dificuldades, a reprodução impressa conquistou um alargamento significativo de público.
Essas dificuldades geraram uma busca por um novo tipo de reprodução, a impressa, que a princípio teve uma difusão difícil,tendo como principais entraves a resistência ao novo, a baixa durabilidade, poucos títulos. No entanto, mesmo com tantas dificuldades, a reprodução impressa conquistou um alargamento significativo de público.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Os livros na Idade Média
No texto "Os livros na Idade Média" de Pierre Verger, o autor aborda questões relacionadas ao difícil acesso aos livros no início do século XII. Dentre os aspectos relacionados, destacam-se principalmente fatores de ordem financeira, fato que privilegiava somente um grupo restrito de abastados. Com o advento da impressão esse quadro começou a mudar, e se concretiza no início século XV, devido a difusão desta nova ferramenta, que diminuiu consideravelmente os custos relacionados a produção, e que conseqüentemente proporcionou o acesso ao público que era desfavorecido financeiramente.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
"A louca da casa"
Estou acostumada a organizar as lembranças da minha vida em torno de um rol de namorados e de livros. Os diversos relacionamentos que tive e as obras que publiquei são as referências que marcam minha memória, transformando o ruído informe do tempo em uma coisa ordenada. “Ah, aquela viagem ao Japão deve ter sido na época em que eu estava com J., pouco depois de escrever "Te tratarei como uma rainha”, penso e imediatamente as reminiscências daquele período, as desgastadas migalhas do passado, parecem instituir-se em seu lugar."
Eis aqui um trecho do livro que dá o inicio a obra de Rosa Montero intitulado de "A Louca da Casa" que convida o leitor a percorrer o imaginário da autora, e de outros escritores acerca do ato "escrever".
Antes de iniciar a leitura fui automaticamente seduzida, pelo título, no entanto ao iniciar a leitura tive certo estranhamento, e quase desisti de continuar com a leitura, achei muito confuso a forma como a autora citava e comparava as diversas situações. Tive certa impressão de que ela era "louca" mesmo, ao fazer toda essa confusão. Então me convenci que não poderia desistir sem ao menos tentar mais uma vez, acabei prosseguindo com a leitura, e já quase na metade do livro, comecei a embarcar de fato na imaginação da autora, que tece diversos comentários sobre o que levou alguns escritores a escrever, quais eram suas motivações, inspirações, como estes se organizavam, motivos que os levaram ao sucesso e ao fracasso.
Uma peculiaridade que achei interessantíssima foi a autora conseguir criar uma mesma história de um romance com três desfechos distintos, e ao mesmo tempo conseguir obter o mesmo envolvimento do leitor, no caso eu, em todas elas Achei incrível como ela domina a arte de criar um romance.
Enfim, ela escreve com maestria, e de uma maneira muito leve sobre o ato "escrever" que muitas vezes achamos ser inatingível. Ela coloca pra fora a "louca da casa" que nada mais é, que seu imaginário.
Entrei com os dois pés na leitura, e por fim acabei adorando. O que mais me cativou, foi essa mudança de pensamento, que começou com um certo ódio, e depois acabou com certo amor. Enfim recomendo muito este livro.
A Louca da Casa de Rosa Montero,2ºedição Ed. Agir 2008
Eis aqui um trecho do livro que dá o inicio a obra de Rosa Montero intitulado de "A Louca da Casa" que convida o leitor a percorrer o imaginário da autora, e de outros escritores acerca do ato "escrever".
Antes de iniciar a leitura fui automaticamente seduzida, pelo título, no entanto ao iniciar a leitura tive certo estranhamento, e quase desisti de continuar com a leitura, achei muito confuso a forma como a autora citava e comparava as diversas situações. Tive certa impressão de que ela era "louca" mesmo, ao fazer toda essa confusão. Então me convenci que não poderia desistir sem ao menos tentar mais uma vez, acabei prosseguindo com a leitura, e já quase na metade do livro, comecei a embarcar de fato na imaginação da autora, que tece diversos comentários sobre o que levou alguns escritores a escrever, quais eram suas motivações, inspirações, como estes se organizavam, motivos que os levaram ao sucesso e ao fracasso.
Uma peculiaridade que achei interessantíssima foi a autora conseguir criar uma mesma história de um romance com três desfechos distintos, e ao mesmo tempo conseguir obter o mesmo envolvimento do leitor, no caso eu, em todas elas Achei incrível como ela domina a arte de criar um romance.
Enfim, ela escreve com maestria, e de uma maneira muito leve sobre o ato "escrever" que muitas vezes achamos ser inatingível. Ela coloca pra fora a "louca da casa" que nada mais é, que seu imaginário.
Entrei com os dois pés na leitura, e por fim acabei adorando. O que mais me cativou, foi essa mudança de pensamento, que começou com um certo ódio, e depois acabou com certo amor. Enfim recomendo muito este livro.
A Louca da Casa de Rosa Montero,2ºedição Ed. Agir 2008
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Mergulho num lago gelado
No texto “Mergulho num lago gelado”, Susan Sontag, fala sobre processo de escrever um romance e sua relação com a leitura.
No decorrer do texto a autora aborda questões que são relevantes o desenvolvimento desse processo. O ato de escrever vem somente com a prática, e é preciso ler e reler o que se escreveu quantas vezes houver necessidade. “Ler é uma vocação, uma habilidade na qual, com a prática, você provavelmente se torna mais capaz”. “
A expressão “Um mergulho num lago gelado” é utilizada pela autora, para falar sobre a sensação de quando se inicia o processo de escrita de um livro, ou seja o inicio começa desconfortável, mas depois toma forma e se torna mais quente. Que é quando você já tem alguma coisa para aperfeiçoar ou editar.
Por fim para a autora reescrever e reler, o que para muitos é um esforço, na verdade é a parte mais prazerosa da escrita. Às vezes a única parte prazerosa.
No decorrer do texto a autora aborda questões que são relevantes o desenvolvimento desse processo. O ato de escrever vem somente com a prática, e é preciso ler e reler o que se escreveu quantas vezes houver necessidade. “Ler é uma vocação, uma habilidade na qual, com a prática, você provavelmente se torna mais capaz”. “
A expressão “Um mergulho num lago gelado” é utilizada pela autora, para falar sobre a sensação de quando se inicia o processo de escrita de um livro, ou seja o inicio começa desconfortável, mas depois toma forma e se torna mais quente. Que é quando você já tem alguma coisa para aperfeiçoar ou editar.
Por fim para a autora reescrever e reler, o que para muitos é um esforço, na verdade é a parte mais prazerosa da escrita. Às vezes a única parte prazerosa.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Histórias sobre leituras
Ao ler os textos "Memória de livros" de João Ubaldo Ribeiro e "Leitura" de Graciliano Ramos, fiquei admirada com histórias tão distintas sobre os primeiros contatos destes ilustres escritores com a leitura, e que foram significativas em suas vidas.
De um lado João Ubaldo Ribeiro que nos conta sobre os tantos incentivos carinhosos em sua aproximação com o mundo da leitura, e que o levaram a ser o que ele é hoje.
Já do outro uma história bem diferente, a de Graciliano Ramos que nos conta sobre o seu árduo e penoso contato com o mundo da leitura, que ocorreu de forma forçada e impositora, pois havia uma ansiedade muito grande por parte de sua família em entrar em contato com esse mundo, ele ainda não estava preparado para receber uma carga de exigências repentinamente, sem os exemplos prazerosos de leitura que havia por parte da família de João Ubaldo Ribeiro. No entanto, nos deparamos com o que ele é hoje, também um grande escritor.
Ao ler essas histórias, fiz uma breve viagem a minha infância, e fiquei procurando essas referências, no entanto não encontrei, pois realmente não houve esse contato, e hoje tenho a certeza que eles me fazem falta. Porém ainda não perdi as esperanças e a história de Graciliano me mostrou um pouco disso, apesar de ser totalmente diferente.
Acredito tanto na importância desses primeiros contatos com a leitura, que hoje procuro incentivar de forma agradável e prazerosa a iniciação de minha filha com esse mundo.
De um lado João Ubaldo Ribeiro que nos conta sobre os tantos incentivos carinhosos em sua aproximação com o mundo da leitura, e que o levaram a ser o que ele é hoje.
Já do outro uma história bem diferente, a de Graciliano Ramos que nos conta sobre o seu árduo e penoso contato com o mundo da leitura, que ocorreu de forma forçada e impositora, pois havia uma ansiedade muito grande por parte de sua família em entrar em contato com esse mundo, ele ainda não estava preparado para receber uma carga de exigências repentinamente, sem os exemplos prazerosos de leitura que havia por parte da família de João Ubaldo Ribeiro. No entanto, nos deparamos com o que ele é hoje, também um grande escritor.
Ao ler essas histórias, fiz uma breve viagem a minha infância, e fiquei procurando essas referências, no entanto não encontrei, pois realmente não houve esse contato, e hoje tenho a certeza que eles me fazem falta. Porém ainda não perdi as esperanças e a história de Graciliano me mostrou um pouco disso, apesar de ser totalmente diferente.
Acredito tanto na importância desses primeiros contatos com a leitura, que hoje procuro incentivar de forma agradável e prazerosa a iniciação de minha filha com esse mundo.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Sobre a Filosofia da Composição - Edgar Allan Poe
Ao ler o texto a filosofia da composição, compreendi um pouco mais sobre o próprio poema "O Corvo", e também sobre como o autor elabora, e ordena as suas idéias na hora em que escreve. Alan Poe se preocupa não somente com a estrutura do texto que vai compor, mas também com o efeito que o mesmo pode causar no leitor, ou seja nas emoções que ele pretende desenvolver com aquela leitura. No poema "O Corvo", como ele cita no texto, seu propósito era abalar tanto o público erudito, quanto o popular. Na minha pobre experiência como leitora, percebo que essa não é uma tarefa fácil, pois trata-se de encontrar não somente as palavras certas,mas também de manter o interesse destes publicos tão distintos em sua essência. Uma outra característica marcante que notei, foi o fato de o autor começar do fim para o começo a elaboração do poema em questão, que é "O Corvo". Isso me causou uma certa estranheza, pois trata-se de algo incomum, dentre os poucos autores que conheço.
Alan Poe me surpreendeu, não imaginava que seu poema fosse tão complexo para ser gestacionado, e que houvesse um rigor quase que matemático para sua elaboração.
Confesso que a leitura deste texto, e de seu poema ainda não me despertou, o suficiente para ler outras de suas obras. No entanto, estou aberta a mudanças,quem saiba eu possa me surpreender, e Alan Poe passe a ser meu poeta ou escritor favorito.
Alan Poe me surpreendeu, não imaginava que seu poema fosse tão complexo para ser gestacionado, e que houvesse um rigor quase que matemático para sua elaboração.
Confesso que a leitura deste texto, e de seu poema ainda não me despertou, o suficiente para ler outras de suas obras. No entanto, estou aberta a mudanças,quem saiba eu possa me surpreender, e Alan Poe passe a ser meu poeta ou escritor favorito.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Incentivo a leitura
Hoje pela manhã contando uma história para minha filha, me veio a cabeça a idéia de escrever algo que falasse dessa importância, que é a leitura para os pequenos. Eu acredito que desde cedo devemos proporcionar às crianças momentos constantes e prazerosos com a literatura, mediante à leitura de histórias, contos de fada, gibis e livros infantis, e até mesmo as “histórias de boca”, como minha filha diz, que são as histórias inventadas.
Esses momentos fazem com que as crianças desenvolvam a imaginação, a criatividade, a improvisação, cognição, entre outros benefícios, e mais tarde a produção da escrita.
Na minha infância não tive esse prazer, pois meus pais não tinham o hábito da leitura e nem costumavam contar histórias. Com o decorrer do tempo, percebi a falta que isso me fez, resolvi que se um dia tivesse um filho, faria com que sua história fosse diferente. E foi o que aconteceu, hoje tenho uma filha de quase quatro anos, e desde seu nascimento, eu já contava histórias para ela dormir. Ao invés de brinquedos sempre preferi presenteá-la com livros, e ela sempre se mostrou feliz com isso. Hoje ela já tem até as suas histórias favoritas, sabe até mesmo o nome dos personagens. Atualmente tem preferência pelas histórias de princesas, e já consegue até contar suas histórias e eu adoro ouvi-las.
Percebo que esta atividade enriqueceu muito as suas experiências, desenvolveu a linguagem e até a organização do seu pensamento.
Os pais que desejam ver seus filhos interessados em histórias devem ser eles próprios em primeiro lugar, interessados em tão importante assunto.
Acredito que é muito importante compartilhar o hábito da boa literatura com as crianças, lendo histórias e poesias, proporcionando um ambiente que favoreça e convide as crianças à literatura.
De tanto contar histórias para a minha filha, hoje conto para os meus sobrinhos, e amiguinhos da minha filha e eles adoram, e eu acho o máximo. Hoje me interesso muito mais por leitura do que antes, de começar essa história com a minha filha.Depois de velha comecei a ler livros que não li, na minha adolescência. O último que li foi Haroun e o mar de Histórias, de Salman Rushidie, que fiquei encantada, e indignada, pelo fato de não ter lido antes. Outro que ainda não terminei é Manu - A menina que sabia ouvir de Michael End, recomendo muito esses dois. Ainda não posso contar eles para minha filha, mas com certeza quando ela se tornar uma leitora, irei recomendá-los.
Esses momentos fazem com que as crianças desenvolvam a imaginação, a criatividade, a improvisação, cognição, entre outros benefícios, e mais tarde a produção da escrita.
Na minha infância não tive esse prazer, pois meus pais não tinham o hábito da leitura e nem costumavam contar histórias. Com o decorrer do tempo, percebi a falta que isso me fez, resolvi que se um dia tivesse um filho, faria com que sua história fosse diferente. E foi o que aconteceu, hoje tenho uma filha de quase quatro anos, e desde seu nascimento, eu já contava histórias para ela dormir. Ao invés de brinquedos sempre preferi presenteá-la com livros, e ela sempre se mostrou feliz com isso. Hoje ela já tem até as suas histórias favoritas, sabe até mesmo o nome dos personagens. Atualmente tem preferência pelas histórias de princesas, e já consegue até contar suas histórias e eu adoro ouvi-las.
Percebo que esta atividade enriqueceu muito as suas experiências, desenvolveu a linguagem e até a organização do seu pensamento.
Os pais que desejam ver seus filhos interessados em histórias devem ser eles próprios em primeiro lugar, interessados em tão importante assunto.
Acredito que é muito importante compartilhar o hábito da boa literatura com as crianças, lendo histórias e poesias, proporcionando um ambiente que favoreça e convide as crianças à literatura.
De tanto contar histórias para a minha filha, hoje conto para os meus sobrinhos, e amiguinhos da minha filha e eles adoram, e eu acho o máximo. Hoje me interesso muito mais por leitura do que antes, de começar essa história com a minha filha.Depois de velha comecei a ler livros que não li, na minha adolescência. O último que li foi Haroun e o mar de Histórias, de Salman Rushidie, que fiquei encantada, e indignada, pelo fato de não ter lido antes. Outro que ainda não terminei é Manu - A menina que sabia ouvir de Michael End, recomendo muito esses dois. Ainda não posso contar eles para minha filha, mas com certeza quando ela se tornar uma leitora, irei recomendá-los.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Meu processo de leitura do poema "O Corvo" (Edgar Alan Poe)
No inicio da leitura do poema, não conseguia me concentrar com o barulho, recomecei, e novamente, continuou difícil por um bom tempo. Tentei novamente, e por um instante reclamei que não estava conseguindo me concentrar. Quando finalmente consegui ler a primeira estrofe, tive que reler, pois ainda não havia compreendido. Passei para a segunda estrofe, parei por um instante, e fiquei tentando entender o que era o significado da palavra “umbrais”, segui em frente, na quarta estrofe, parei de novo na frase “cada reposteiro roxo”, me perguntei: o que esse louco, quis dizer com isso? Seguindo com a leitura aparece de novo a palavra “umbrais, ah! que insistência com essa palavra pensei novamente. Reli a estrofe, aí continuei, fui para a sexta estrofe, parei por instantes, pois estava ouvindo comentários na sala sobre o que seria “umbrais”. Bom, continuei a ler, e me desconcentrei de novo com as conversas dentro da sala. Recomecei, a leitura , aí pensei que neste parágrafo o poeta se superou na chatice. Resumindo, eu não consegui me concentrar com o barulho, e também achei muito difícil chegar a uma compreensão do poema.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Desvendando o mistério da escrita
Em minha opinião, ato da escrita ainda é um mistério, por horas acredito ser um dom, outras que se precisa de "inspiração”, influência, e em outras até mesmo de muito treino, ou uma situação que leve a esta ação.
Por fim com a leitura dos textos sugeridos, ficou um pouco mais claro o que é esse mistério, por exemplo, para Raquel de Queiroz, o ato de escrever, é comparado com a gestação, e que realmente algumas pessoas tem o dom para escrever. Identifiquei-me com esta definição, porque apesar de ter algumas linhas que defendem o contrário, lá no fundo, no fundo, eu continuava achando que era um dom.
Para João Cabral de Melo Neto a escrita é uma construção que começa devagar, tijolo por tijolo, é uma situação que precisa ser bem pensada. Acredito que cada pessoa tem seu jeito próprio para escrever, mas acredito também que para começar a escrever basta querer, e se interessar sobre como escrever cada vez melhor.
É isso...
Por fim com a leitura dos textos sugeridos, ficou um pouco mais claro o que é esse mistério, por exemplo, para Raquel de Queiroz, o ato de escrever, é comparado com a gestação, e que realmente algumas pessoas tem o dom para escrever. Identifiquei-me com esta definição, porque apesar de ter algumas linhas que defendem o contrário, lá no fundo, no fundo, eu continuava achando que era um dom.
Para João Cabral de Melo Neto a escrita é uma construção que começa devagar, tijolo por tijolo, é uma situação que precisa ser bem pensada. Acredito que cada pessoa tem seu jeito próprio para escrever, mas acredito também que para começar a escrever basta querer, e se interessar sobre como escrever cada vez melhor.
É isso...
quinta-feira, 4 de março de 2010
"Os poetas da Escola"
Hoje acordei pensando sobre o que eu iria escrever, até que me lembrei que há alguns dias atrás fui na casa de minha mãe, e ela tinha separado alguns livros da época em que eu estava no colegial, para jogar fora, nessa eu acabei trazendo para casa.
Então hoje resolvi abrir a sacola para guardá-los, e ver se aquilo me inspirava algo, foi então que sem querer achei um verso antigo que escrevi na escola, e que foi escrito em 05/03/1992.
Eu tinha um professor de E. M. C. que se chamava Joel Santos, ele era uma figura, era formado em várias áreas dentre elas teologia e letras, era um apaixonado por poemas, no segundo colegial, ele propôs a criação de um livro com os poemas dos alunos, eu não cheguei a entregar o poema pois achei que não tinha ficado bacana, enfim não tive coragem, hoje me arrependo, pois tenho o livro e o meu poema não está lá, o nome do Livro é "Os Poetas da Escola"
Segue abaixo o poema.
Chama-se "Bela natureza”
Aqui do alpendre vejo o mar
um turbilhão infindo,
avisto o horizonte
que se confunde com o céu,
mar com céu, céu com o mar, ondas e sol
sol e brisa, brisa e mar.
sinto a maresia bater em minha face,
a gota do orvalho, escorrendo sobre a folha,
derramando seu gosto de natureza
beleza, ameaçada, será que serás infindas?
espero que sim, acredito que sim, ou não existiria sentido de vida.
sei que ainda é realidade e quando percebo você , simplesmente existo, e sinto vontade de viver mais.
Ah! é isso, já estou morrendo de vergonha....,bom pelo menos agora tive coragem....hahahahah!
Então hoje resolvi abrir a sacola para guardá-los, e ver se aquilo me inspirava algo, foi então que sem querer achei um verso antigo que escrevi na escola, e que foi escrito em 05/03/1992.
Eu tinha um professor de E. M. C. que se chamava Joel Santos, ele era uma figura, era formado em várias áreas dentre elas teologia e letras, era um apaixonado por poemas, no segundo colegial, ele propôs a criação de um livro com os poemas dos alunos, eu não cheguei a entregar o poema pois achei que não tinha ficado bacana, enfim não tive coragem, hoje me arrependo, pois tenho o livro e o meu poema não está lá, o nome do Livro é "Os Poetas da Escola"
Segue abaixo o poema.
Chama-se "Bela natureza”
Aqui do alpendre vejo o mar
um turbilhão infindo,
avisto o horizonte
que se confunde com o céu,
mar com céu, céu com o mar, ondas e sol
sol e brisa, brisa e mar.
sinto a maresia bater em minha face,
a gota do orvalho, escorrendo sobre a folha,
derramando seu gosto de natureza
beleza, ameaçada, será que serás infindas?
espero que sim, acredito que sim, ou não existiria sentido de vida.
sei que ainda é realidade e quando percebo você , simplesmente existo, e sinto vontade de viver mais.
Ah! é isso, já estou morrendo de vergonha....,bom pelo menos agora tive coragem....hahahahah!
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Educação da sensibilidade
Estou lendo uma dissertação de mestrado, muito interessante e gostaria de indicá-la, trata-se não apenas de uma dissertação, e sim de uma experiência, que pode valer de exemplo para muitos educadores, pais, e interessados em educação.
Essa dissertação relata à linha educativa desenvolvida na Casa Redonda Centro de Estudos, um projeto de educação infantil que teve início no começo dos anos 1980, numa chácara em Carapicuíba/SP e que contínua existindo até hoje.
A proposta, foi idealizada pela pedagoga Maria Amélia Pereira, e tem como objetivo o desenvolvimento da sensibilidade da criança e sua forma de se expressar através da linguagem do brincar. Os pilares do trabalho da Casa Redonda são: a Cultura da Infância, como um modo próprio de ser no mundo, onde a multiplicidade e riqueza do universo das brincadeiras ancoram o processo de desenvolvimento, e a Cultura Brasileira, através de seus mitos, lendas, cantos, música, dança, como uma forma de enraizamento da criança no seu lugar de origem, levando em conta o corpo, como veículo sensível e integrador. Esta dissertação estuda a experiência da Casa Redonda Centro de Estudos, apresentando seu contexto pedagógico, suas referências teóricas e a importância da natureza e do espaço físico no processo de educação. Inclui o relato do trabalho desenvolvido pela equipe da Casa Redonda; depoimentos de ex-alunos que vivenciaram esta experiência; cursos de formação de educadores nesta abordagem e o efeito multiplicador em outros projetos sociais.
Título: Para uma educação da Sensibilidade - a experiência da Casa Redonda Centro de Estudos.
Autor: Maria Cristina Meirelles Toledo Cruz
Dissertação de Mestrado, Eca/USP - São Paulo 2005
http://www.casaredondacentrodeestudos.com.br/producoes.html
Essa dissertação relata à linha educativa desenvolvida na Casa Redonda Centro de Estudos, um projeto de educação infantil que teve início no começo dos anos 1980, numa chácara em Carapicuíba/SP e que contínua existindo até hoje.
A proposta, foi idealizada pela pedagoga Maria Amélia Pereira, e tem como objetivo o desenvolvimento da sensibilidade da criança e sua forma de se expressar através da linguagem do brincar. Os pilares do trabalho da Casa Redonda são: a Cultura da Infância, como um modo próprio de ser no mundo, onde a multiplicidade e riqueza do universo das brincadeiras ancoram o processo de desenvolvimento, e a Cultura Brasileira, através de seus mitos, lendas, cantos, música, dança, como uma forma de enraizamento da criança no seu lugar de origem, levando em conta o corpo, como veículo sensível e integrador. Esta dissertação estuda a experiência da Casa Redonda Centro de Estudos, apresentando seu contexto pedagógico, suas referências teóricas e a importância da natureza e do espaço físico no processo de educação. Inclui o relato do trabalho desenvolvido pela equipe da Casa Redonda; depoimentos de ex-alunos que vivenciaram esta experiência; cursos de formação de educadores nesta abordagem e o efeito multiplicador em outros projetos sociais.
Título: Para uma educação da Sensibilidade - a experiência da Casa Redonda Centro de Estudos.
Autor: Maria Cristina Meirelles Toledo Cruz
Dissertação de Mestrado, Eca/USP - São Paulo 2005
http://www.casaredondacentrodeestudos.com.br/producoes.html
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Difícil começo
Acho que o mais difícil de escrever é começar, bom aqui eis um começo, estava aqui sentada na cadeira tentando trazer recordações sobre meus primeiros contatos com a leitura e a escrita, fiquei surpresa, pois der repente fui coberta por um mar de recordações.
Lembro- me como se fosse hoje, aprendi a ler na 1º série do antigo primeiro grau, e quem me ajudaram muito nisso, foi minha mãe, nesse período, quando eu chegava da escola em casa, sempre pedia sua ajuda, queria muito aprender a ler logo. Primeiro comecei a reconhecer as famílias das letras, depois a juntar as sílabas, e foi assim até conseguir formar uma frase. Um dia dormi na cama de meus pais com a cartilha nas mãos, e foi nesse dia que finalmente aprendi a ler uma frase inteira, acordei no meio da noite, e chamei minha mãe, disparei a ler a cartilha toda, foi à maior satisfação que já tinha sentido, melhor que ganhar um presente, o nome da cartilha era Caminho Suave, e a primeira frase segundo minha mãe foi a “eu vejo a barriga do bebê".
No dia seguinte, cheguei à escola e fui logo contando para minha professora, e ela, contou para a sala toda, fiquei muito orgulhosa, pois além de aprender a ler, tinha sido a primeira aluna da sala a conseguir a tal façanha. Ah!, Minha professora me pediu para ajudá-la com os outros que ainda não tinham a aprendido, isso foi muito satisfatório, pois ainda pude ajudar os outros a aprenderem. Por incrível que pareça, eu não me lembro do nome dessa professora, acho que talvez seja pelo fato, de ter aprendido a ler com minha mãe, mas lembro-me do nome da minha primeira professora, a tia Estela, que eu adorava, ela tinha o costume de visitar os alunos em casa, e era sempre uma felicidade a sua visita. Acho que é isso por enquanto, depois eu conto mais... hahahaha!!!!
Lembro- me como se fosse hoje, aprendi a ler na 1º série do antigo primeiro grau, e quem me ajudaram muito nisso, foi minha mãe, nesse período, quando eu chegava da escola em casa, sempre pedia sua ajuda, queria muito aprender a ler logo. Primeiro comecei a reconhecer as famílias das letras, depois a juntar as sílabas, e foi assim até conseguir formar uma frase. Um dia dormi na cama de meus pais com a cartilha nas mãos, e foi nesse dia que finalmente aprendi a ler uma frase inteira, acordei no meio da noite, e chamei minha mãe, disparei a ler a cartilha toda, foi à maior satisfação que já tinha sentido, melhor que ganhar um presente, o nome da cartilha era Caminho Suave, e a primeira frase segundo minha mãe foi a “eu vejo a barriga do bebê".
No dia seguinte, cheguei à escola e fui logo contando para minha professora, e ela, contou para a sala toda, fiquei muito orgulhosa, pois além de aprender a ler, tinha sido a primeira aluna da sala a conseguir a tal façanha. Ah!, Minha professora me pediu para ajudá-la com os outros que ainda não tinham a aprendido, isso foi muito satisfatório, pois ainda pude ajudar os outros a aprenderem. Por incrível que pareça, eu não me lembro do nome dessa professora, acho que talvez seja pelo fato, de ter aprendido a ler com minha mãe, mas lembro-me do nome da minha primeira professora, a tia Estela, que eu adorava, ela tinha o costume de visitar os alunos em casa, e era sempre uma felicidade a sua visita. Acho que é isso por enquanto, depois eu conto mais... hahahaha!!!!