Oficina de leitura e escrita do curso de pedagogia do ISE Vera Cruz, São Paulo - Brasil
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Os livros na Idade Média
No texto "Os livros na Idade Média" de Pierre Verger, o autor aborda questões relacionadas ao difícil acesso aos livros no início do século XII. Dentre os aspectos relacionados, destacam-se principalmente fatores de ordem financeira, fato que privilegiava somente um grupo restrito de abastados. Com o advento da impressão esse quadro começou a mudar, e se concretiza no início século XV, devido a difusão desta nova ferramenta, que diminuiu consideravelmente os custos relacionados a produção, e que conseqüentemente proporcionou o acesso ao público que era desfavorecido financeiramente.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
"A louca da casa"
Estou acostumada a organizar as lembranças da minha vida em torno de um rol de namorados e de livros. Os diversos relacionamentos que tive e as obras que publiquei são as referências que marcam minha memória, transformando o ruído informe do tempo em uma coisa ordenada. “Ah, aquela viagem ao Japão deve ter sido na época em que eu estava com J., pouco depois de escrever "Te tratarei como uma rainha”, penso e imediatamente as reminiscências daquele período, as desgastadas migalhas do passado, parecem instituir-se em seu lugar."
Eis aqui um trecho do livro que dá o inicio a obra de Rosa Montero intitulado de "A Louca da Casa" que convida o leitor a percorrer o imaginário da autora, e de outros escritores acerca do ato "escrever".
Antes de iniciar a leitura fui automaticamente seduzida, pelo título, no entanto ao iniciar a leitura tive certo estranhamento, e quase desisti de continuar com a leitura, achei muito confuso a forma como a autora citava e comparava as diversas situações. Tive certa impressão de que ela era "louca" mesmo, ao fazer toda essa confusão. Então me convenci que não poderia desistir sem ao menos tentar mais uma vez, acabei prosseguindo com a leitura, e já quase na metade do livro, comecei a embarcar de fato na imaginação da autora, que tece diversos comentários sobre o que levou alguns escritores a escrever, quais eram suas motivações, inspirações, como estes se organizavam, motivos que os levaram ao sucesso e ao fracasso.
Uma peculiaridade que achei interessantíssima foi a autora conseguir criar uma mesma história de um romance com três desfechos distintos, e ao mesmo tempo conseguir obter o mesmo envolvimento do leitor, no caso eu, em todas elas Achei incrível como ela domina a arte de criar um romance.
Enfim, ela escreve com maestria, e de uma maneira muito leve sobre o ato "escrever" que muitas vezes achamos ser inatingível. Ela coloca pra fora a "louca da casa" que nada mais é, que seu imaginário.
Entrei com os dois pés na leitura, e por fim acabei adorando. O que mais me cativou, foi essa mudança de pensamento, que começou com um certo ódio, e depois acabou com certo amor. Enfim recomendo muito este livro.
A Louca da Casa de Rosa Montero,2ºedição Ed. Agir 2008
Eis aqui um trecho do livro que dá o inicio a obra de Rosa Montero intitulado de "A Louca da Casa" que convida o leitor a percorrer o imaginário da autora, e de outros escritores acerca do ato "escrever".
Antes de iniciar a leitura fui automaticamente seduzida, pelo título, no entanto ao iniciar a leitura tive certo estranhamento, e quase desisti de continuar com a leitura, achei muito confuso a forma como a autora citava e comparava as diversas situações. Tive certa impressão de que ela era "louca" mesmo, ao fazer toda essa confusão. Então me convenci que não poderia desistir sem ao menos tentar mais uma vez, acabei prosseguindo com a leitura, e já quase na metade do livro, comecei a embarcar de fato na imaginação da autora, que tece diversos comentários sobre o que levou alguns escritores a escrever, quais eram suas motivações, inspirações, como estes se organizavam, motivos que os levaram ao sucesso e ao fracasso.
Uma peculiaridade que achei interessantíssima foi a autora conseguir criar uma mesma história de um romance com três desfechos distintos, e ao mesmo tempo conseguir obter o mesmo envolvimento do leitor, no caso eu, em todas elas Achei incrível como ela domina a arte de criar um romance.
Enfim, ela escreve com maestria, e de uma maneira muito leve sobre o ato "escrever" que muitas vezes achamos ser inatingível. Ela coloca pra fora a "louca da casa" que nada mais é, que seu imaginário.
Entrei com os dois pés na leitura, e por fim acabei adorando. O que mais me cativou, foi essa mudança de pensamento, que começou com um certo ódio, e depois acabou com certo amor. Enfim recomendo muito este livro.
A Louca da Casa de Rosa Montero,2ºedição Ed. Agir 2008
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Mergulho num lago gelado
No texto “Mergulho num lago gelado”, Susan Sontag, fala sobre processo de escrever um romance e sua relação com a leitura.
No decorrer do texto a autora aborda questões que são relevantes o desenvolvimento desse processo. O ato de escrever vem somente com a prática, e é preciso ler e reler o que se escreveu quantas vezes houver necessidade. “Ler é uma vocação, uma habilidade na qual, com a prática, você provavelmente se torna mais capaz”. “
A expressão “Um mergulho num lago gelado” é utilizada pela autora, para falar sobre a sensação de quando se inicia o processo de escrita de um livro, ou seja o inicio começa desconfortável, mas depois toma forma e se torna mais quente. Que é quando você já tem alguma coisa para aperfeiçoar ou editar.
Por fim para a autora reescrever e reler, o que para muitos é um esforço, na verdade é a parte mais prazerosa da escrita. Às vezes a única parte prazerosa.
No decorrer do texto a autora aborda questões que são relevantes o desenvolvimento desse processo. O ato de escrever vem somente com a prática, e é preciso ler e reler o que se escreveu quantas vezes houver necessidade. “Ler é uma vocação, uma habilidade na qual, com a prática, você provavelmente se torna mais capaz”. “
A expressão “Um mergulho num lago gelado” é utilizada pela autora, para falar sobre a sensação de quando se inicia o processo de escrita de um livro, ou seja o inicio começa desconfortável, mas depois toma forma e se torna mais quente. Que é quando você já tem alguma coisa para aperfeiçoar ou editar.
Por fim para a autora reescrever e reler, o que para muitos é um esforço, na verdade é a parte mais prazerosa da escrita. Às vezes a única parte prazerosa.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Histórias sobre leituras
Ao ler os textos "Memória de livros" de João Ubaldo Ribeiro e "Leitura" de Graciliano Ramos, fiquei admirada com histórias tão distintas sobre os primeiros contatos destes ilustres escritores com a leitura, e que foram significativas em suas vidas.
De um lado João Ubaldo Ribeiro que nos conta sobre os tantos incentivos carinhosos em sua aproximação com o mundo da leitura, e que o levaram a ser o que ele é hoje.
Já do outro uma história bem diferente, a de Graciliano Ramos que nos conta sobre o seu árduo e penoso contato com o mundo da leitura, que ocorreu de forma forçada e impositora, pois havia uma ansiedade muito grande por parte de sua família em entrar em contato com esse mundo, ele ainda não estava preparado para receber uma carga de exigências repentinamente, sem os exemplos prazerosos de leitura que havia por parte da família de João Ubaldo Ribeiro. No entanto, nos deparamos com o que ele é hoje, também um grande escritor.
Ao ler essas histórias, fiz uma breve viagem a minha infância, e fiquei procurando essas referências, no entanto não encontrei, pois realmente não houve esse contato, e hoje tenho a certeza que eles me fazem falta. Porém ainda não perdi as esperanças e a história de Graciliano me mostrou um pouco disso, apesar de ser totalmente diferente.
Acredito tanto na importância desses primeiros contatos com a leitura, que hoje procuro incentivar de forma agradável e prazerosa a iniciação de minha filha com esse mundo.
De um lado João Ubaldo Ribeiro que nos conta sobre os tantos incentivos carinhosos em sua aproximação com o mundo da leitura, e que o levaram a ser o que ele é hoje.
Já do outro uma história bem diferente, a de Graciliano Ramos que nos conta sobre o seu árduo e penoso contato com o mundo da leitura, que ocorreu de forma forçada e impositora, pois havia uma ansiedade muito grande por parte de sua família em entrar em contato com esse mundo, ele ainda não estava preparado para receber uma carga de exigências repentinamente, sem os exemplos prazerosos de leitura que havia por parte da família de João Ubaldo Ribeiro. No entanto, nos deparamos com o que ele é hoje, também um grande escritor.
Ao ler essas histórias, fiz uma breve viagem a minha infância, e fiquei procurando essas referências, no entanto não encontrei, pois realmente não houve esse contato, e hoje tenho a certeza que eles me fazem falta. Porém ainda não perdi as esperanças e a história de Graciliano me mostrou um pouco disso, apesar de ser totalmente diferente.
Acredito tanto na importância desses primeiros contatos com a leitura, que hoje procuro incentivar de forma agradável e prazerosa a iniciação de minha filha com esse mundo.