quarta-feira, 24 de março de 2010

Sobre a Filosofia da Composição - Edgar Allan Poe

Ao ler o texto a filosofia da composição, compreendi um pouco mais sobre o próprio poema "O Corvo", e também sobre como o autor elabora, e ordena as suas idéias na hora em que escreve. Alan Poe se preocupa não somente com a estrutura do texto que vai compor, mas também com o efeito que o mesmo pode causar no leitor, ou seja nas emoções que ele pretende desenvolver com aquela leitura. No poema "O Corvo", como ele cita no texto, seu propósito era abalar tanto o público erudito, quanto o popular. Na minha pobre experiência como leitora, percebo que essa não é uma tarefa fácil, pois trata-se de encontrar não somente as palavras certas,mas também de manter o interesse destes publicos tão distintos em sua essência. Uma outra característica marcante que notei, foi o fato de o autor começar do fim para o começo a elaboração do poema em questão, que é "O Corvo". Isso me causou uma certa estranheza, pois trata-se de algo incomum, dentre os poucos autores que conheço.
Alan Poe me surpreendeu, não imaginava que seu poema fosse tão complexo para ser gestacionado, e que houvesse um rigor quase que matemático para sua elaboração.
Confesso que a leitura deste texto, e de seu poema ainda não me despertou, o suficiente para ler outras de suas obras. No entanto, estou aberta a mudanças,quem saiba eu possa me surpreender, e Alan Poe passe a ser meu poeta ou escritor favorito.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Incentivo a leitura

Hoje pela manhã contando uma história para minha filha, me veio a cabeça a idéia de escrever algo que falasse dessa importância, que é a leitura para os pequenos. Eu acredito que desde cedo devemos proporcionar às crianças momentos constantes e prazerosos com a literatura, mediante à leitura de histórias, contos de fada, gibis e livros infantis, e até mesmo as “histórias de boca”, como minha filha diz, que são as histórias inventadas.
Esses momentos fazem com que as crianças desenvolvam a imaginação, a criatividade, a improvisação, cognição, entre outros benefícios, e mais tarde a produção da escrita.
Na minha infância não tive esse prazer, pois meus pais não tinham o hábito da leitura e nem costumavam contar histórias. Com o decorrer do tempo, percebi a falta que isso me fez, resolvi que se um dia tivesse um filho, faria com que sua história fosse diferente. E foi o que aconteceu, hoje tenho uma filha de quase quatro anos, e desde seu nascimento, eu já contava histórias para ela dormir. Ao invés de brinquedos sempre preferi presenteá-la com livros, e ela sempre se mostrou feliz com isso. Hoje ela já tem até as suas histórias favoritas, sabe até mesmo o nome dos personagens. Atualmente tem preferência pelas histórias de princesas, e já consegue até contar suas histórias e eu adoro ouvi-las.
Percebo que esta atividade enriqueceu muito as suas experiências, desenvolveu a linguagem e até a organização do seu pensamento.
Os pais que desejam ver seus filhos interessados em histórias devem ser eles próprios em primeiro lugar, interessados em tão importante assunto.
Acredito que é muito importante compartilhar o hábito da boa literatura com as crianças, lendo histórias e poesias, proporcionando um ambiente que favoreça e convide as crianças à literatura.
De tanto contar histórias para a minha filha, hoje conto para os meus sobrinhos, e amiguinhos da minha filha e eles adoram, e eu acho o máximo. Hoje me interesso muito mais por leitura do que antes, de começar essa história com a minha filha.Depois de velha comecei a ler livros que não li, na minha adolescência. O último que li foi Haroun e o mar de Histórias, de Salman Rushidie, que fiquei encantada, e indignada, pelo fato de não ter lido antes. Outro que ainda não terminei é Manu - A menina que sabia ouvir de Michael End, recomendo muito esses dois. Ainda não posso contar eles para minha filha, mas com certeza quando ela se tornar uma leitora, irei recomendá-los.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Meu processo de leitura do poema "O Corvo" (Edgar Alan Poe)

No inicio da leitura do poema, não conseguia me concentrar com o barulho, recomecei, e novamente, continuou difícil por um bom tempo. Tentei novamente, e por um instante reclamei que não estava conseguindo me concentrar. Quando finalmente consegui ler a primeira estrofe, tive que reler, pois ainda não havia compreendido. Passei para a segunda estrofe, parei por um instante, e fiquei tentando entender o que era o significado da palavra “umbrais”, segui em frente, na quarta estrofe, parei de novo na frase “cada reposteiro roxo”, me perguntei: o que esse louco, quis dizer com isso? Seguindo com a leitura aparece de novo a palavra “umbrais, ah! que insistência com essa palavra pensei novamente. Reli a estrofe, aí continuei, fui para a sexta estrofe, parei por instantes, pois estava ouvindo comentários na sala sobre o que seria “umbrais”. Bom, continuei a ler, e me desconcentrei de novo com as conversas dentro da sala. Recomecei, a leitura , aí pensei que neste parágrafo o poeta se superou na chatice. Resumindo, eu não consegui me concentrar com o barulho, e também achei muito difícil chegar a uma compreensão do poema.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Desvendando o mistério da escrita

Em minha opinião, ato da escrita ainda é um mistério, por horas acredito ser um dom, outras que se precisa de "inspiração”, influência, e em outras até mesmo de muito treino, ou uma situação que leve a esta ação.
Por fim com a leitura dos textos sugeridos, ficou um pouco mais claro o que é esse mistério, por exemplo, para Raquel de Queiroz, o ato de escrever, é comparado com a gestação, e que realmente algumas pessoas tem o dom para escrever. Identifiquei-me com esta definição, porque apesar de ter algumas linhas que defendem o contrário, lá no fundo, no fundo, eu continuava achando que era um dom.
Para João Cabral de Melo Neto a escrita é uma construção que começa devagar, tijolo por tijolo, é uma situação que precisa ser bem pensada. Acredito que cada pessoa tem seu jeito próprio para escrever, mas acredito também que para começar a escrever basta querer, e se interessar sobre como escrever cada vez melhor.

É isso...

quinta-feira, 4 de março de 2010

"Os poetas da Escola"

Hoje acordei pensando sobre o que eu iria escrever, até que me lembrei que há alguns dias atrás fui na casa de minha mãe, e ela tinha separado alguns livros da época em que eu estava no colegial, para jogar fora, nessa eu acabei trazendo para casa.
Então hoje resolvi abrir a sacola para guardá-los, e ver se aquilo me inspirava algo, foi então que sem querer achei um verso antigo que escrevi na escola, e que foi escrito em 05/03/1992.
Eu tinha um professor de E. M. C. que se chamava Joel Santos, ele era uma figura, era formado em várias áreas dentre elas teologia e letras, era um apaixonado por poemas, no segundo colegial, ele propôs a criação de um livro com os poemas dos alunos, eu não cheguei a entregar o poema pois achei que não tinha ficado bacana, enfim não tive coragem, hoje me arrependo, pois tenho o livro e o meu poema não está lá, o nome do Livro é "Os Poetas da Escola"
Segue abaixo o poema.
Chama-se "Bela natureza”

Aqui do alpendre vejo o mar
um turbilhão infindo,
avisto o horizonte
que se confunde com o céu,
mar com céu, céu com o mar, ondas e sol
sol e brisa, brisa e mar.
sinto a maresia bater em minha face,
a gota do orvalho, escorrendo sobre a folha,
derramando seu gosto de natureza
beleza, ameaçada, será que serás infindas?
espero que sim, acredito que sim, ou não existiria sentido de vida.
sei que ainda é realidade e quando percebo você , simplesmente existo, e sinto vontade de viver mais.

Ah! é isso, já estou morrendo de vergonha....,bom pelo menos agora tive coragem....hahahahah!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Educação da sensibilidade

Estou lendo uma dissertação de mestrado, muito interessante e gostaria de indicá-la, trata-se não apenas de uma dissertação, e sim de uma experiência, que pode valer de exemplo para muitos educadores, pais, e interessados em educação.

Essa dissertação relata à linha educativa desenvolvida na Casa Redonda Centro de Estudos, um projeto de educação infantil que teve início no começo dos anos 1980, numa chácara em Carapicuíba/SP e que contínua existindo até hoje.

A proposta, foi idealizada pela pedagoga Maria Amélia Pereira, e tem como objetivo o desenvolvimento da sensibilidade da criança e sua forma de se expressar através da linguagem do brincar. Os pilares do trabalho da Casa Redonda são: a Cultura da Infância, como um modo próprio de ser no mundo, onde a multiplicidade e riqueza do universo das brincadeiras ancoram o processo de desenvolvimento, e a Cultura Brasileira, através de seus mitos, lendas, cantos, música, dança, como uma forma de enraizamento da criança no seu lugar de origem, levando em conta o corpo, como veículo sensível e integrador. Esta dissertação estuda a experiência da Casa Redonda Centro de Estudos, apresentando seu contexto pedagógico, suas referências teóricas e a importância da natureza e do espaço físico no processo de educação. Inclui o relato do trabalho desenvolvido pela equipe da Casa Redonda; depoimentos de ex-alunos que vivenciaram esta experiência; cursos de formação de educadores nesta abordagem e o efeito multiplicador em outros projetos sociais.
Título: Para uma educação da Sensibilidade - a experiência da Casa Redonda Centro de Estudos.
Autor: Maria Cristina Meirelles Toledo Cruz
Dissertação de Mestrado, Eca/USP - São Paulo 2005

http://www.casaredondacentrodeestudos.com.br/producoes.html

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Difícil começo

Acho que o mais difícil de escrever é começar, bom aqui eis um começo, estava aqui sentada na cadeira tentando trazer recordações sobre meus primeiros contatos com a leitura e a escrita, fiquei surpresa, pois der repente fui coberta por um mar de recordações.
Lembro- me como se fosse hoje, aprendi a ler na 1º série do antigo primeiro grau, e quem me ajudaram muito nisso, foi minha mãe, nesse período, quando eu chegava da escola em casa, sempre pedia sua ajuda, queria muito aprender a ler logo. Primeiro comecei a reconhecer as famílias das letras, depois a juntar as sílabas, e foi assim até conseguir formar uma frase. Um dia dormi na cama de meus pais com a cartilha nas mãos, e foi nesse dia que finalmente aprendi a ler uma frase inteira, acordei no meio da noite, e chamei minha mãe, disparei a ler a cartilha toda, foi à maior satisfação que já tinha sentido, melhor que ganhar um presente, o nome da cartilha era Caminho Suave, e a primeira frase segundo minha mãe foi a “eu vejo a barriga do bebê".
No dia seguinte, cheguei à escola e fui logo contando para minha professora, e ela, contou para a sala toda, fiquei muito orgulhosa, pois além de aprender a ler, tinha sido a primeira aluna da sala a conseguir a tal façanha. Ah!, Minha professora me pediu para ajudá-la com os outros que ainda não tinham a aprendido, isso foi muito satisfatório, pois ainda pude ajudar os outros a aprenderem. Por incrível que pareça, eu não me lembro do nome dessa professora, acho que talvez seja pelo fato, de ter aprendido a ler com minha mãe, mas lembro-me do nome da minha primeira professora, a tia Estela, que eu adorava, ela tinha o costume de visitar os alunos em casa, e era sempre uma felicidade a sua visita. Acho que é isso por enquanto, depois eu conto mais... hahahaha!!!!